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A Comissão de Utentes da Saúde do Médio Tejo (CUSMT) sugeriu à ministra da Saúde que a próxima equipa dirigente do Centro Hospitalar do Médio Tejo (CHMT) seja mais pequena, mais dialogante e mais eficaz.
Segundo a agência Lusa, numa carta enviada a Ana Jorge, a CUSMT faz alguns “comentários” sobre a actividade da equipa que cessa funções em outubro e algumas “sugestões” sobre a composição do futuro órgão dirigente do CHMT.
Para a CUSMT, o aumento do número de elementos do atual conselho de administração, que terá partido de alegados “equilíbrios político partidários e regionais”, não se traduziu “em quaisquer ganhos de eficiência e eficácia nem na definição de um plano estratégico para tão importante unidade de saúde”.
“Nem o objetivo de equilibrar a situação financeira, bem explícito pelos responsáveis aquando da tomada de posse, foi alcançado, tendo até piorado”, afirma a CUSMT na carta à ministra da Saúde.
A comissão de utentes sublinha a necessidade de valorização do CHMT “em todas as suas valências como unidade pública de saúde” e de promoção de sinergias e da colaboração com outros níveis de cuidados de saúde, nomeadamente os primários e continuados.
Lembrando que o conselho consultivo do CHMT nunca chegou a ser constituído, a CUSMT sugere, na esteira da auditoria do Tribunal de Contas à gestão do centro hospitalar que congrega os hospitais de Abrantes, Tomar e Torres Novas, a constituição de uma equipa mais pequena, mais coesa e mais dialogante com os profissionais e a comunidade.
Pede ainda mais eficácia na “definição e aplicação de um plano estratégico que dinamize os serviços existentes, crie outros e aproveite todas as potencialidades de instalações e equipamentos, como forma de servir o desenvolvimento social e económico da região e do país”.
De acordo com a Lusa, numa outra carta, a CUSMT pede uma reunião ao presidente do conselho de administração do CHMT “para análise das medidas de contenção de despesas e pedido de informação sobre as listas de espera para consultas e cirurgias”, já que têm sido “recorrentes as queixas por parte dos utentes”.
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Além da complexidade económica da sustentação dos 3 Hospitais do Centro Hospitalar do Médio Tejo,é necessário fixar os principais intervenientes da saúde, os MÉDICOS, e para isso é urgente dar incentivos para se fixarem nestes hospitais, sejam em bolsas para jovens médicos internos tirarem a especialidade e posteriormente incutir já como especialistas a sua entrega profissional nestes hospitais, vulgo vagas preferenciais. Tudo o resto, resolve-se consequentemente com a qualidade do serviço médico per si, em conjugação com restantes e complementares de classes profissionais.