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Os sócios da UD Rio Maior reunem-se hoje em assembleia geral para discutir o futuro...
Na última crónica estive aqui a falar convosco sobre os dinheiros que existem para determinadas coisas, como, por exemplo, para salvar entidades financeiras, e sobre os dinheiros que já se diz não existirem para, por exemplo, acabar com a fome no Mundo.E vimos que os valores não são sequer comparáveis em montante, que o que se gastou em 49 anos de existência da ONU para ajuda aos países pobres pouco passou de 11% do valor que se disponibilizou aos Bancos e outras entidades afins em um só ano.São prioridades dos Estados e do Mundo que para mim, e certamente para alguns ou para muitos de vós, são difíceis de entender!…E esta conversa que aqui tive convosco fez-me ir ler mais um pouco sobre a questão da fome no Mundo. E os números que encontrei foram tão impressionantes que achei que não podia deixar de os compartilhar aqui convosco – penso que, apesar da pequena agradabilidade do tema sobretudo nesta altura de férias para muitos, temos a obrigação, no mínimo moral, de ter consciência deles!A fome é, como refere o autor do livro “O Império da Vergonha”, uma arma de destruição maciça: mata todos os dias no Mundo cerca de 50 000 pessoas. 50 000 pessoas num só dia! seja, em cada 6 meses e meio morre de fome no Mundo tanta gente como toda a população de Portugal!
E parece que ninguém se preocupa verdadeiramente com isto. Parece que é uma inevitabilidade relativamente à qual nada se pode fazer…Como pode assim haver paz no Mundo?! Como podem estas pessoas estar conformadas com a sua situação?! E se as tensões sociais motivadas por este facto não são maiores, é porque muitas destas pessoas, certamente a maioria, não chega a ter consciência de que a vida não é mesmo assim, de que felizmente a grande parte da população mundial ainda vive com comida suficiente…Mas há mais. Em 2009 bateu-se um triste record. Ultrapassou-se um número histórico de pessoas com fome no Mundo: os mil milhões. Ou seja, um sexto da população mundial.Muhammad Yunus, o fundador do microcrédito e Prémio Nobel da Paz, tem um sonho: que um dia a Fome e a Pobreza só possam ser vistas em museus.É uma utopia que o poderia não ser, que seria perfeitamente realizável, não fosse a ganância, a mesquinhez e o egoísmo dos homens e houvesse vontade política para isso.Mas um dia tudo isto pode explodir. E aí diremos: “Que coisa, que injustiça, que mal é que nós fizemos? Que culpa temos?”
Como disse no final da crónica da semana passada: temos muita coisa a mudar neste nosso Mundinho…
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